E me fala novamente, poesia
Quando cala muito tempo agonia
Quando pulsa no sangue sinfonia
Se me larga ressaca: maresia
Ah! Saudade de amar em demasia!
dos tempos que não tive companhia,
De chamar de meu amor pela mania
As cartas de amor que eu não fazia.
Mas os novos tempos esclarecidos,
Levam-nos com o vento o otimismo,
Nem temos espaço pra ter saudade!
Mas, como um bom teimoso, ainda cismo,
Momentos que não tive, é verdade...
Mas que não foram jamais esquecidos!
domingo, 8 de agosto de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
Carinhos
Tão bom fazer carinhos nesta página!
Uma carícia para as doces mãos,
A escrita de pensamentos vãos,
Minha vã filosofia pós-socrática.
Tão bom... rabiscos da paixão fanática,
Loucuras de amor que atacam os sãos,
Insistência da paquera e os nãos
Teatro, dança, cinema, poesia e música.
Tão bom, tudo tão bom e tão animado
E às vezes triste, tudo é um pouco válido,
Viver sozinho, viver sendo amado.
Mas é preciso antes carinhos cálidos,
Pra viver é preciso da arte prática.
Tão bom! A vida com arte é mágica!
Uma carícia para as doces mãos,
A escrita de pensamentos vãos,
Minha vã filosofia pós-socrática.
Tão bom... rabiscos da paixão fanática,
Loucuras de amor que atacam os sãos,
Insistência da paquera e os nãos
Teatro, dança, cinema, poesia e música.
Tão bom, tudo tão bom e tão animado
E às vezes triste, tudo é um pouco válido,
Viver sozinho, viver sendo amado.
Mas é preciso antes carinhos cálidos,
Pra viver é preciso da arte prática.
Tão bom! A vida com arte é mágica!
Novos Mares
Nem sei direito o que me aconteceu.
Mas agora, dentro de mim, mudança!
E novos caminhos minha alma alcança,
Um presente que o destino me deu.
Noite dessas ela me apareceu,
Conversamos tanto! teatro, dança,
música... conversar sempre me encanta!
Mais ainda as palavras que ela cedeu.
Eu tinha saido de uma tormenta,
E estava parado, meio que a deriva...
Frases dela que rumaram-me a vida.
Agora, meu coração não contenta!
Não sabia que ela era poetisa,
Belíssimas palavras de Maysa!
Mas agora, dentro de mim, mudança!
E novos caminhos minha alma alcança,
Um presente que o destino me deu.
Noite dessas ela me apareceu,
Conversamos tanto! teatro, dança,
música... conversar sempre me encanta!
Mais ainda as palavras que ela cedeu.
Eu tinha saido de uma tormenta,
E estava parado, meio que a deriva...
Frases dela que rumaram-me a vida.
Agora, meu coração não contenta!
Não sabia que ela era poetisa,
Belíssimas palavras de Maysa!
AT 108
Minha poesia de sala de aula.
É quando me encontro no meio do nada,
É quando risco a palavra falada,
É quando me perco no meio da sala.
Não importa o que o burocrata fala,
Só importa agora a plavra amada,
Cada gota de tinta derramada
é a gota de agonia que se cala
Não sei porque escrevo nessa hora
Oferta de caneta e caderno?
Eu sempre me consagro no soneto...
Minha poesia de sala de aula.
Esse momento eterno em que me meto
Minha alma, em folias, comemora!
É quando me encontro no meio do nada,
É quando risco a palavra falada,
É quando me perco no meio da sala.
Não importa o que o burocrata fala,
Só importa agora a plavra amada,
Cada gota de tinta derramada
é a gota de agonia que se cala
Não sei porque escrevo nessa hora
Oferta de caneta e caderno?
Eu sempre me consagro no soneto...
Minha poesia de sala de aula.
Esse momento eterno em que me meto
Minha alma, em folias, comemora!
Revoluções
Palavras... no meio da minha mão...
No coração, um caos delas impera.
Sutilmente, a alegria supera
os últimos tempos de depressão.
Bruma otimista, brisa de emoção.
Penso que vale a pena sim a espera
por dias melhores, por dias de vera,
Dias de palavras escritas na mão.
Penso que a vida é ciclos, momentos...
Às vezes, mais de um ao mesmo tempo.
Às vezes, há, também, uma melhora.
Não sei onde vou a partir de agora,
Guardarei pouco de tudo que lembro...
E vou navegar pelos novos ventos.
No coração, um caos delas impera.
Sutilmente, a alegria supera
os últimos tempos de depressão.
Bruma otimista, brisa de emoção.
Penso que vale a pena sim a espera
por dias melhores, por dias de vera,
Dias de palavras escritas na mão.
Penso que a vida é ciclos, momentos...
Às vezes, mais de um ao mesmo tempo.
Às vezes, há, também, uma melhora.
Não sei onde vou a partir de agora,
Guardarei pouco de tudo que lembro...
E vou navegar pelos novos ventos.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Tempo...
Sou hoje só poesia e pensamento.
Pensamentos em toda vaga hora,
Vagando sãos entre poesia, prosa
e paixão, meu Deus, todo sentimento.
E só poesia em cada vão momento:
nos tempos passados, tempos de agora,
em cada segundo... a alma comemora;
todas alegrias, todo sofrimento!
Sou hoje só poesia e pensamento.
Sou meus dedos longos sobre o papel,
Sou as núvens riscando poemas no céu
Sou a poeira carregada pelo vento,
Sou a brisa salgada da maresia
Hoje, sou só pensamento e poesia!
Pensamentos em toda vaga hora,
Vagando sãos entre poesia, prosa
e paixão, meu Deus, todo sentimento.
E só poesia em cada vão momento:
nos tempos passados, tempos de agora,
em cada segundo... a alma comemora;
todas alegrias, todo sofrimento!
Sou hoje só poesia e pensamento.
Sou meus dedos longos sobre o papel,
Sou as núvens riscando poemas no céu
Sou a poeira carregada pelo vento,
Sou a brisa salgada da maresia
Hoje, sou só pensamento e poesia!
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Ciclos...
Tenho estado longe da minha escrita.
Tenho estado longe de mim também...
Na verdade, meio que me fiz refém,
E, por inteiro, é algo que me irrita!
Mas bem que há um sentimento que grita.
E pulsa, e bate, e cala, invade e vem,
Serenisa e poetisa, poesia alguém?
E me mata. Por fim, me ressuscita!
Vinte e poucos anos... Tão calado!
Morro e renasço três vezes por dia.
Sempre sozinho, sempre em agonia.
E pulsa, e bate e cala, invade e vem
Ressuscita-me. Mata-me também...
Morro. Mas renasço: apaixonado!
Tenho estado longe de mim também...
Na verdade, meio que me fiz refém,
E, por inteiro, é algo que me irrita!
Mas bem que há um sentimento que grita.
E pulsa, e bate, e cala, invade e vem,
Serenisa e poetisa, poesia alguém?
E me mata. Por fim, me ressuscita!
Vinte e poucos anos... Tão calado!
Morro e renasço três vezes por dia.
Sempre sozinho, sempre em agonia.
E pulsa, e bate e cala, invade e vem
Ressuscita-me. Mata-me também...
Morro. Mas renasço: apaixonado!
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