"E que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor e a outra metade também!"
Oswaldo Montenegro

sábado, 13 de março de 2010

A Infância

Tinha você, uma antiga infância;
Daí não entendo, joga-a fora?
Como pode? Algo batalhado outrora,
Ser tratado sem vista redundância?

Cadê a criança, que de brincar cansa?
Nas tuas das casas onde se mora,
Estão, então, na televisão agora.
E ao mundo adulto ela se lança.

Agora é, sem alguma discrepância,
A imitação do que na TV estoura,
E a criança agora é outra.

Aonde foi parar a antiga infância?
Num buraco onde hoje é a vergonha?
No qual a criança todo dia sonha.



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Esse é dos antigos tempos de ensino médio!

A ignorância.

Não importará a tua ignorância.
Os que do “saber” fazem alta produção,
Aqueles, que não dizem nada em vão,
Saberão, da tua deficiência.

Não importará, a tua arrogância,
De bater no peito e dizer “não!”
Ao que é útil para nós. Então,
Chegará um fim para a sua demência.

Arrependimento não é clemência.
Fizeste a tua escolha, então,
Sofrerá as conseqüências que virão.

Se arrependerá da tua ignorância.
Que hoje, tu, esfrega na minha cara.
Mas, p´ra tua vida sairá cara.


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Esse é dos antigos tempos de ensino médio!

A Família.

Fosse a família a base do Brasil.
É a base de toda a sociedade.
Nunca fora vista a falsidade
Da típica família cruel e vil.

Oligarquias: poder no Brasil.
Que foi herdada para a mocidade
Da monarquia de muita idade
Que roubava como nunca se viu.

Foi num dia do mês de abril,
Que, para nossa infelicidade,
Continuamos nesse jeito árcade.

Para ver que o político riu.
Porque ele não sabia de nada
E o Brasil? Virou uma piada.


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Esse é dos antigos tempos de ensino médio!

A falta dela.

E quando a inspiração não vem?
O que um bom poeta pode fazer?
Largar lápis e papel e ir ler?
Qual é o truque que os poetas têm?

Não sei, realmente, o que mais me convém,
Usar rimas pobres que eu possa ter
Para um soneto pobre escrever.
Posso parar de escrever também...

E quando a “inspiração” não vem?
Ficarei aqui e voltarei a temer?
Porque, simplesmente não sei viver!!!

E quando inspiração não se tem
Coitado de quem: dar se um jeitinho
Para que se arrume uns versinhos.


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Esse é dos antigos tempos de ensino médio

Você.

Como, um dia direi eu para você?
Que tu és única plena e rara...
Dos teus olhos? Vem luz branca e clara
O futuro? Ainda tens que vencer.

Beleza que está oculta e crua
Muita sorte tem quem teus cachos vêem.
Felizes os que tua amizade tem
Realizado o que te vê lá da rua.

Tu és sem nenhuma sombra de dúvida
Uma das Últimas garotas pura:
Que ainda faz o mundo ter cura

Posso dizer por uma longa vida
Versos, que você venha a merecer.
E não terei acabado de dizer.


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Esse é dos antigos tempos de ensino médio!

Serenata de Verão

Foi a forma mais sutil do meu violão.
Minha voz tentou fazer-se mais doce.
E o cheiro bom que aquela brisa trouxe,
me deixou carregado de emoção!

E ouvia, baixinho, meu coração,
e curtia o carinho que era a sua pose.
Eu queria que tudo eterno fosse,
naquela serenata de verão...

Eu nunca tive noite como aquela,
Nunca toquei violão daquele jeito
Nem instrumento foi meu coração.

Havia algo a mais: Carinho e beijo
Havia algo a mais: Entre mim e o violão,
Junto ao meu coração, estava Ela!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Criatividade

Cada coisa curiosa na vida!
Achei, de repente, uma garota...
E nossa conversa é bem divertida
Que um olhar diferente em mim brota.

Porém, todavia, em contra partida,
Não sei se, como eu, ela me nota.
Me parecia que sim, que coisa linda!
mas me iludo muito, sou meio idiota...

Resolvi questioná-la sobre mim.
Descobri, de súbito, que era tímida...
Nem pergunta fiz: que coisa ridícula!

Pergunto-lhe então, Jade, em soneto,
Vês algo em mim além de um bom amigo?
Vou além dos outros cem mil garotos?


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Jade poderia me responder em um comentário....